«The place you will come to may be black, something you would disown, but if you have found yourself there, that is so far home; you will either domesticate that, naturalize yourself there, or you will recover nothing.» (Stanley Cavell) | setadespedida@yahoo.co.uk

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Como no poema de Drummond

Os interesses de Ferdinand Cheval, outro carteiro, relacionavam-se mais com a arquitectura e com os contos de fadas. Certo dia, quando distribuía o correio a cavalo, Cheval reparou numa pedra com uma forma pouco usual e decidiu levá-la. Foi recolhendo, noutros dias, mais pedras da zona.
Há muito que Cheval sonhava com um palácio de conto de fadas, com grutas, torres, jardins, castelos, museus e esculturas. Nos anos seguintes, trabalhou como carteiro de manhã e como arquitecto e construtor de tarde e de noite, concretizando com as próprias mãos, e a partir das pedras que ia encontrando pelo caminho, o projecto que há tanto tempo lhe ocupava o pensamento.
A construção prolongou-se também pelos seus anos de reforma, combinando características de templo khmer, mesquita, santuário hindu, castelo feudal, chalé suíço e presépio de Belém.
Uma placa no edíficio diz assim: 1879-1912: 10 000 dias, 9 300 horas, 33 anos de labuta.

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