Animais Domésticos

«The place you will come to may be black, something you would disown, but if you have found yourself there, that is so far home; you will either domesticate that, naturalize yourself there, or you will recover nothing.» (Stanley Cavell) | setadespedida@yahoo.co.uk

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Forma de Vida #17


 Peça da colecção do Museu Cooper Hewitt


No novo número da Forma de Vida, dedicado à filósofa Elizabeth Anscombe (1919-2001), encontram a Faca de Papel #9, sobre coisas que acontecem às palavras no escuro.


domingo, 28 de julho de 2019

O Cinéfilo Preguiçoso entre Maio e Julho de 2019



28.7.2019 Her Smell (real. Alex Ross Perry, 2018)

22.7.2019 De Bruit et de Fureur  e Céline (real. Jean-Claude Brisseau, 1988; 1992)

14.7.2019 Esplendor e A Mulher do Aviador (real. Naomi Kawase, 2017; Éric Rohmer, 1981)

7.7. 2019 Suspiria (real. Dario Argento, 1977)

30.6.2019 I’ve Always Loved You e Yoshiwara (real. Frank Borzage, 1948; Max Ophüls, 1937)

23.6.2019 Os Mortos Não Morrem (real. Jim Jarmusch, 2019)

16.6.2019 Os Olhos de Orson Welles (real. Mark Cousins, 2018)

9. 6. 2019 Poesia (real. Lee Chang-Dong, 2010)

2.6.2019 Sans Lendemain (real. Max Ophüls, 1939)

26.5.2019 Tormento (real. Mikio Naruse, 1964)

19.5.2019 Em Chamas (real. Lee Chang-Dong, 2018)

12.5.2019 3 Faces (real. Jafar Panahi, 2018)

5.5.2019 Leaning into the Wind: Andy Goldsworthy (real. Thomas Riedelsheimer, 2017)



segunda-feira, 24 de junho de 2019

Forma de Vida #16


Rapaz com Abelha, de Keith Carter


No novo número da Forma de Vida podem ler a Faca de Papel #8, sobre casacos, abelhas e costureiras.

O poema de Rosa Oliveira de que cito um verso em epígrafe faz parte do livro Tardio (Tinta-da-China). Transcrevo-o a seguir, por não se encontrar em lado nenhum na Internet.


Cazaquistão, de Rosa Oliveira

O casaco jaz na mesa de jantar
O casaco é de malha e estamos no verão
O casaco tentou aquecer três mulheres de granito
O casaco desistiu, manquejou, perdeu a memória, desligou-se
O casaco nadou nas lágrimas escuras do roupeiro
O casaco fugiu para a tepidez lisboeta
O casaco saltou casas incansáveis
O casaco embalou uma mulher
O casaco perdeu quase tudo
O casaco permanecia
O casaco embrulhou-se em vidro
O casaco foi conhecer céus algarvios
O casaco jaz na mesa de jantar
O casaco era da mãe
A mãe estará sempre no casaco